sexta-feira, 27 de maio de 2016




Governo demitido da Guiné-Bissau protesta no palácio do executivo





O chefe de governo em funções, Carlos Correia




O primeiro-ministro em funções, Carlos Correia, e outros membros da equipa admitem pernoitar no Palácio do Governo e ali permanecer por tempo indeterminado
O governo demitido da Guiné-Bissau está concentrado no palácio do executivo em protesto contra a nomeação pelo Presidente da República de um novo primeiro-ministro, que considera inconstitucional, disse à Lusa o ministro da Comunicação Social, Agnelo Regalla.
"Este é um sinal de condenação de uma medida inconstitucional assumida pelo Presidente da República", referiu o governante, presidente do partido União para Mudança, que integra o executivo do PAIGC.
Agnelo Regalla referiu que o primeiro-ministro em funções, Carlos Correia, e outros membros da equipa admitem pernoitar no Palácio do Governo e ali permanecer por tempo indeterminado.
A concentração "foi uma decisão assumida colegialmente e todos estão aqui para salvar a democracia: na última das circunstâncias haverá dois governos, um legítimo e outro ilegítimo", referiu.
Questionado sobre o que pretendem fazer se as forças de segurança os convidarem a sair, aquele responsável remeteu uma decisão para mais tarde.
"Logo se verá. Esta é uma manifestação democrática. Quem assume a responsabilidade de tudo isto será o Presidente da República, que foi alertado e advertido para os riscos de esta situação degenerar", referiu.
Baciro Djá tinha sido nomeado para o cargo a 20 de agosto de 2015, mas acabaria por apresentar a demissão dias depois, a 09 de setembro, quando o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau considerou inconstitucional a sua nomeação.
Na altura, os juízes do STJ afirmaram num acórdão que cabe ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), como vencedor das eleições de 2014, indicar o primeiro-ministro e não ao Presidente.
A nomeação de quinta-feira foi também feita pelo chefe de Estado e contra a vontade do PAIGC.
No entanto, no decreto que nomeia Baciro Djá pela segunda vez, José Mário Vaz justifica-se dizendo que, agora, o partido que venceu as eleições já não tem maioria no parlamento.
Um grupo de 15 deputados, em que se inclui Baciro Djá, afastou-se do PAIGC e juntou-se ao maior partido da oposição, PRS - Partido da Renovação Social, para formar uma nova maioria.
"Apenas a solução governativa protagonizada pelo segundo partido mais votado [PRS] mostra garantias de estabilidade governativa até ao fim da presente legislatura", refere-se no decreto presidencial.
O PAIGC tem acusado José Mário Vaz de ser o percursor da instabilidade no parlamento e defende que a Assembleia Nacional Popular decidiu a perda de mandato dos 15 deputados dissidentes, validada pela justiça, pelo que considera preservada a sua maioria parlamentar.
Agnelo Regalla acusa o chefe de Estado de querer dar posse a um Governo que sabe não ter suporte político para depois "dissolver o parlamento" e manter em gestão um executivo "à sua imagem", em vez da equipa de Carlos Correia.
Fonte: DN http://www.dn.pt/mundo/interior/governo-demitido-da-guine-bissau-protesta-no-palacio-do-executivo-5195014.html




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Por que nasci em Guiné-Bissau?
Com certeza essa é a pergunta que a maioria dos cidadãos guineenses fazem nos momentos conturbados como essa que o país está vivendo. Muitas pessoas já não acreditam mais num Guiné melhor, de paz e estabilidade. Muitos sonhos já foram aniquilados, principalmente dos jovens e crianças que são futuro de amanha.
Desde a independência os guineenses não conseguiram experimentar o sabor da paz, de estabilidade e de serem verdadeiramente independentes, mas sim foram mal presenteados pelos seus políticos e militares, com constantes instabilidades politicas, golpes e guerras civis.
Rica por natureza, e mal administrado por seus governantes, razão pela qual não conseguimos dar nenhum passo a frente até agora. E também, os problemas que foram mal solucionados no passado continuam surgindo ao longo dos anos criando cada vez mais ódio e sede de vingança, fazendo com que os homens perdessem o foco naquilo que foram confiados a fazerem, e o poder para governar o país para o bem comum se tornou num algo almejado para vingança pessoal e destruição dos sonhos dos inocentes.
Oiçam bem políticos: o povo vos escolheu para defender os interesses da nação, e não os interesses pessoas. A força que vocês têm hoje, foi vos dado por eles nas urnas, com a certeza de que vocês são pessoas com capacidade para governar o país para o bem de todos, e não para o pessoal ou para um certo grupo. Nenhum poder ou força e capaz de resistir a morte; vocês um dia morrerão ou deixarão de exercer os cargos a que vos foram confiados. E,  o que é que está geração terá de vocês como lembrança, ou como referência? golpes, instabilidades constantes, fome, miséria, ódio vingança? Com certeza vocês não querem isso. Então, lutem para deixar  boas obras que servirão como desafios para a futura geração.
Nascemos na Guiné para fazer a história acontecer, e não apenas lembrar as histórias ou assisti-las acontecer e nos deixar sermos levados por qualquer um para as profundezas do abismo. A luta pelo desenvolvimento e bem-estar social, é um direito e dever de cada um. portanto, façamos cada um a sua parte, só assim teremos um Guiné melhor.
Que nas próximas eleições saibamos escolher pessoas certas com capacidade e consciência de governar para o bem e não oportunistas com intenções de se enriquecerem e nos conduzir para a destruição.
Viva Guiné-Bissau!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

A paz X investimentos: consequências

Hoje, em todo mundo se fala na paz. Muitos países tem desenvolvido um processo diplomático para acordos de de Paz, mas esses acordos sempre acabam sendo violados. Mas afinal o que é a Paz?
Com origem no termo Latim pax, a paz pode ser definida como ausência de guerra ou violência.
Mediante esta definição, pode-se afirmar que enquanto o homem estiver investindo trilhões de dólares na fabricação de bombas, armas... sempre haverá guerras ,violência, fome, miséria, doenças... 


A população dos países asiáticos, em especial, sofre com as prioridades de seus governos. Nações que investem pesado em tecnologia nuclear mostram números alarmantes em algumas epidemias. No caso da ascaridíase, a Índia lidera o ranking mundial com 140 milhões de habitantes infectados. Se todos eles formassem um país separado, seriam a décima maior população do mundo. Atrás dos indianos, a ascaridíase também é presente na China (86 milhões de pessoas), Coreia do Norte (8 milhões), Paquistão (7 milhões) e Irã (5 milhões). São todos países que se concentraram, nas últimas décadas, em dominar a produção de armamentos nucleares.
Há mais números alarmantes. Metade das 60 milhões de pessoas com Tracoma (doença contagiosa que pode levar à cegueira), que se transmite por bactérias, se encontram nessas mesmas nações. A Índia responde por um quarto dos 120 milhões de casos registrados em Filariose Linfática (doença transmitida pelo parasita da Elefantíase), uma infecção grave.
Essas três doenças têm algo em comum. É a facilidade de contágio em lugares poluídos, com ausência de saneamento básico, más condições de moradia e total falta de estrutura e higiene pessoal para a população.
Os investimentos no setor nuclear são divulgados como agentes na dissuasão da guerra, e portanto, na promoção da paz. As más condições de vida no planeta, contudo, promovem conflitos civis e aumentam as tensões internacionais. Uma parte do recurso usado nos armamentos poderia ser revertido para controlar as epidemias, ajudando a estabilizar as nações. Seria um passo em direção ao cumprimento dos Objetivos do Milênio.